Adaptar a prática aos desafios do dia dia

Imaginem que daqui a 4 anos estavam marcados os jogos olímpicos, mas que quem fosse competir só saberia da modalidade que iria apresentar duas semanas antes.

Como seria organizado o seu treino?

No entanto, apesar de não sermos atletas olímpicos temos o mesmo desafio.

Como vamos praticar se não abemos o que nos reserva o amanhã?

Nesse sentido é importante questionar; se os primeiros momentos da sua prática lhe dá um retorno de como está hoje, agora, e se o passo seguinte para a prática efectiva reflete a observação do seu corpo e mente e das suas necessidades ou existe a repetição do que foi realizado ontem ou nos últimos dias.

Na busca humana de criar uma linguagem de comunicação que seja autêntica e que expresse as nossas necessidades de comunicar com o mundo, fica também o desafio de como é que eu também estou atento ao que o corpo me informa, comunica, e como a minha prática pode informar o meu corpo?

Ou a minha forma de comunicar com o corpo é um monólogo, pratico porque é tradição, porque me disseram, porque li. Sem questionar.

Alguns pontos que podem ajudar a criar um diálogo:

  • Começar num estado de menos ruído possível. Como as práticas de quietude, sentadas, deitadas ou de pé.
  • Observar que partes do corpo comunicam com mais intensidade, pode ser uma dor, uma tendência postural, um pensamento que não deixa de estar presente.
  • Como é que preparo uma estratégia efectiva de comunicação?
  • Que movimentos ou posturas, atitudes vão fazer parte do treino e da vida nos próximos momentos?

Observo o passado que está impresso no meu corpo e mente, pela quietude pela reflexão. Este não é o primeiro aquecimento é o aquecimento 0.

Como é que esta prática informa que estou e criar dificuldades para mim mesmo ou que caminho para lá?

Que práticas permitem criar uma melhor adaptação para o agora, talvez o treino deva ser hoje no chão, ou sair para a rua para caminhar, ficar 60 minutos em quietude, dançar.

Tenho esta capacidade ou necessito de ajuda?

Como posso planear para no futuro não acordar assim? não chegar ao fim do dia assim, não cair nos mesmos desafios que afectam a minha sustentabilidade pessoal?

Quais é a monotonia presente na minha vida, as limitações que o meu ambiente me trás.

Como posso planear melhor para a próxima vez.

  • Acordei cansado, boa – tenho de me deitar mais cedo.
  • Doí-me as costas, boa – tenho de me mover com princípios mais nutritivos.
  • Estou irritado, boa – qual o tipo de interações, pessoais, intra pessoais, electrónicas esto a ter?
  • Estou lento, boa – o que comi ontem?

Uma das definições deste tipo de práticas é a capacidade de compreender a nossa energia vital.

E quando queremos compreender alguém genuinamente temos de escutar as suas necessidades.

Na semana passada publiquei uma prática de 12 minutos, apenas em áudio para ouvir e ilustrar esta ideia do retorno que a prática da quietude como linguagem de comunicação para a nossa sustentabilidade pessoal pode trazer. Pode ser acedida aqui.

Entretanto a nova agenda regenerar para este mês já está disponível onde inclui também as práticas de movimento. Pode ser acedida aqui. Uma estreia um laboratório para mobilidade.

Boas práticas.

Lourenço de Azevedo